Pacientes que necessitam de procedimentos diferenciados de hemoterapia também podem contar com o Banco de Sangue de São Paulo

Plaquetaférese

Para este tipo de doação, que dura cerca de 90 minutos, utiliza-se equipamento especial, uma processadora de células, no qual é realizado um processo de centrifugação, que separa plaquetas dos demais componentes do sangue. Os hemocomponentes não coletados são, então, devolvidos ao doador.

A plaquetaférese possibilita que um único doador forneça a quantidade de plaquetas que normalmente seria obtida em 6 - 8 doações convencionais. As plaquetas doadas são facilmente repostas pela medula óssea do doador, num processo que se inicia após 8 horas da doação. As doações por aférese podem ser repetidas a cada 48 horas, em até 24 vezes ao ano.

Para doar plaquetas é necessário atender a algumas condições especiais, como peso acima de 60kg e contagem de plaquetas superior a 200 mil por milímetros cúbicos. Caso um doador convencional apresente essas características, o Banco de Sangue de São Paulo pode entrar em contato para convidá-lo a realizar este gesto especial.

Autodoação de pré-depósito

Pacientes que sofrerão grandes cirurgias importantes, com risco de sangramento, podem doar sangue para transfusão em si mesmos, caso haja necessidade. O médico deve encaminhar o paciente a uma das unidades de atendimento do Banco de Sangue de São Paulo, para que ele seja avaliado por um hemoterapeuta e realize a coleta de uma amostra de sangue para exames de sorologia.

Se não houver nenhuma contraindicação à autodoação, o paciente será submetido a duas ou três coletas de sangue, que poderão ter periodicidade semanal, até cinco dias antes da data programada para a cirurgia.

O volume coletado ficará armazenado no Banco de Sangue até a data da cirurgia e, então, será encaminhado para o hospital onde o paciente estará internado. O sangue proveniente de autodoação é de uso exclusivo do paciente. Se a quantidade coletada não for totalmente utilizada, será descartada após o vencimento.

Autotransfusão Intraoperatória

A autotransfusão intraoperatória é realizada por indicação do médico, e com a concordância do paciente, durante procedimentos cirúrgicos complexos. Utiliza-se uma processadora automática chamada Cell Saver. O sangue do paciente é recuperado durante a cirurgia, lavado e retransfundido em seu próprio organismo, eliminando o risco de reações transfusionais e reduzindo o risco de infecções.

Como os testes de compatibilidade não são necessários, há mais agilidade no processo de transfusão, diminuindo o risco de anemia durante a cirurgia.

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